Governança corporativa em PMEs exige modelos sob medida

De acordo com estudo acadêmico, ferramentas de governança apontam caminhos práticos para esses negócios 

  • 19/05/2026
  • Da redação
  • Relações Institucionais e Governamentais

A aplicação de práticas de governança corporativa em pequenas e médias empresas (PMEs) ainda é incipiente, mas vem ganhando relevância como fator estratégico para crescimento, acesso a recursos e competitividade.

Um estudo baseado em revisão sistemática da literatura, cujos resultados foram publicados em periódico neste ano de 2026, analisa por que os modelos tradicionais, criados para grandes corporações, não funcionam plenamente no contexto dos pequenos e médios negócios. Além de trazer quais alternativas têm sido propostas.

O principal achado é que há uma incompatibilidade estrutural entre os modelos clássicos de governança e a realidade das PMEs. Enquanto grandes empresas operam com separação clara entre propriedade e gestão, nas PMEs essa divisão geralmente não existe: o dono acumula a função de gestor, o que altera completamente a dinâmica dos conflitos de interesse.

Além disso, como descreve o estudo, características típicas desse segmento, entre elas: concentração de propriedade, decisões centralizadas, relações informais e escassez de recursos financeiros e humanos, tornam inviável a adoção de estruturas complexas, como conselhos formais, auditorias robustas e mecanismos sofisticados de controle.

Outro ponto de destaque é o peso das empresas familiares, que representam grande parte das PMEs. Nesses casos, fatores emocionais, laços de parentesco e questões de sucessão influenciam decisões estratégicas, criando desafios que os modelos tradicionais não conseguem endereçar adequadamente.

Diante dessas limitações, o estudo identifica uma tendência clara: a construção de modelos mais flexíveis, adaptáveis e progressivos. Entre as principais soluções propostas que tocam práticas de governança corporativa para esse tipo de negócio estão:

Conselhos consultivos: mais simples e baratos que conselhos de administração, oferecem orientação estratégica sem retirar autonomia do empreendedor.

Transparência e prestação de contas: mesmo em níveis básicos, essas práticas reduzem riscos percebidos e facilitam o acesso a crédito e investimento.

Separação entre família e empresa: criação de conselhos familiares e acordos formais ajuda a evitar conflitos e organizar sucessão.

Implementação gradual: adoção de práticas de governança conforme o crescimento da empresa, evitando custos excessivos e burocracia desnecessária.

Os resultados mostram que, quando adaptadas à realidade das PMEs, práticas de governança geram benefícios concretos: ampliam o acesso a financiamento, fortalecem a capacidade de inovação, aumentam a resiliência organizacional e melhoram a tomada de decisão. Para consultar o estudo completo de autoria de Rafael Rizzo Rocha, acesse aqui.

Para ler mais sobre ferramentas de governança corporativa importantes para o seu negócio, navegue pelo Portal do Conhecimento do IBGC em: https://conhecimento.ibgc.org.br/Paginas/default.aspx

Texto gerado com auxílio de inteligência artificial  

Confira as últimas notícias do Blog IBGC