A rede global GNDI, que reúne institutos de governança dedicados à formação de conselheiros de administração, publicou recentemente o relatório “Advancing Board Diversity”, que reúne experiências e recomendações para ampliar a diversidade nos conselhos de administração ao redor do mundo.
O estudo foi elaborado a partir da análise de iniciativas desenvolvidas por 15 institutos membros da rede, distribuídos em cinco continentes. Entre eles, o IBGC é destacado por suas ações voltadas à promoção da diversidade étnico-racial nos boards. Entre os exemplos citados estão a pesquisa “
Diversidade de gênero e raça de administradores e empregados das empresas de capital aberto (2ª edição - 2025)” e o Programa Diversidade em Conselho (PDeC), cuja vertente étnico-racial, o PDeC Raízes, busca ampliar a participação de pessoas negras e indígenas em conselhos de administração, conselhos consultivos, deliberativos e fiscais, além de comitês de assessoramento de empresas e outras organizações brasileiras.
O relatório reúne práticas adotadas internacionalmente para fortalecer a diversidade nos conselhos por meio de pesquisas, programas de desenvolvimento e iniciativas direcionadas. O documento ressalta que conselhos mais diversos, representativos e preparados para os desafios do futuro contribuem para o aprimoramento da governança, da qualidade das decisões e do desempenho das organizações.
A publicação também apresenta estratégias adaptadas às diferentes realidades dos países participantes, incluindo programas de mentoria, bolsas de estudo, formação de novos conselheiros, benchmarking baseado em dados e divulgação de relatórios públicos como instrumentos para impulsionar avanços em múltiplas dimensões da diversidade.
Entre os principais insights do relatório estão:
- a diversidade de gênero permanece como a principal prioridade da maioria dos institutos, muitas vezes impulsionada por metas regulatórias ou voluntárias;
- programas de mentoria, bolsas de estudo e iniciativas para formação de conselheiros estão entre as ações de maior impacto;
- dados, benchmarking e transparência por meio de relatórios públicos são fundamentais para acompanhar resultados e promover accountability;
- além da diversidade de gênero, alguns institutos também priorizam ações voltadas à diversidade étnico-racial, geracional, LGBTQ+ e de pensamento.
Leia o material na íntegra
aqui.