Um estudo global da EY identificou que 36% dos ativos das organizações estão em uma área classificada como "zona de vulnerabilidade", caracterizada por níveis abaixo da média de visibilidade e cobertura de segurança. O levantamento ouviu 840 líderes de segurança e executivos de empresas de 128 países e avaliou 475 tipos de ativos, como bases de dados, aplicações corporativas, sistemas de inteligência artificial (IA), infraestrutura em nuvem, equipamentos industriais e fornecedores estratégicos.
Os ativos mais frequentemente presentes na zona de vulnerabilidade são os relacionados à tecnologia operacional (OT) e ativos físicos (57%), ecossistemas e terceiros (49%), sistemas e ferramentas de IA (47%) e infraestrutura de rede (38%).
A pesquisa também aponta limitações na capacidade das organizações de identificar e monitorar seus ativos. Sete em cada dez líderes de segurança afirmam que os riscos mais significativos estão concentrados em pontos cegos, enquanto apenas 45% confiam que seus inventários de ativos estejam completos e atualizados.
A preparação para ameaças emergentes também permanece limitada. Apenas 45% dos entrevistados afirmaram que suas organizações estão preparadas para riscos potencializados pela IA, enquanto 21% disseram estar prontas para enfrentar ameaças associadas à computação quântica.
Entre os controles considerados fundamentais para a proteção dos ambientes digitais, 47% das organizações informaram não realizar a segmentação adequada de seus ambientes tecnológicos e 59% relataram não possuir telemetria abrangente dos ativos.
A análise também identificou diferenças entre setores econômicos. Infraestrutura (71% dos ativos na zona de vulnerabilidade), Mineração e Metais (67%), Ciências da Vida (64%) e Óleo, Gás e Químicos (57%) registraram os maiores percentuais. Já Aeroespacial, Defesa e Mobilidade (7%), Governo e Setor Público (11%), Seguros (18%) e Bancos e Mercado de Capitais apresentaram as menores proporções.
O estudo "2026 EY Global Cybersecurity Leadership Insights Study" está disponível no site da EY.