A pesquisa Novas dimensões da influência: como informações confiáveis moldam as decisões do conselho foi conduzida pela equipe de Estratégia Comercial Global e Insights do Financial Times. O estudo ouviu 532 leitores do FT em posições de liderança empresarial e entrevistou 12 executivos e especialistas.
A principal inquietação parte de uma mudança no ambiente informacional: as lideranças não enfrentam escassez de informações, mas precisam decidir em quem e no que confiar. Essa escolha afeta as decisões empresariais, a credibilidade das marcas e a reputação pessoal das lideranças, especialmente diante do crescimento de conteúdos gerados por inteligência artificial.
O estudo também recupera uma questão relevante para os conselhos: pesquisa anterior do Financial Times e do Institute of Practitioners in Advertising identificou a confiança como o segundo fator mais poderoso para os negócios, embora somente uma em cada cinco empresas a trate como indicador-chave de desempenho no nível do conselho. O novo levantamento reforça a importância das informações confiáveis em um momento no qual as lideranças demandam maior transparência dos conteúdos gerados por inteligência artificial e fontes capazes de moldar e testar seu pensamento.
A pesquisa apresenta cinco formas pelas quais a confiança se transforma em ação:
• Validar decisões: informações confiáveis aumentam a confiança de que as decisões estão baseadas em evidências, e não somente em intuição.
• Desafiar premissas: informações confiáveis ajudam as lideranças a testar seu pensamento, rever premissas e considerar perspectivas alternativas.
• Agir mais rapidamente: a confiança na fonte permite avançar da conscientização para a ação com maior segurança e reduz o esforço de validação.
• Compartilhar com redes: informações confiáveis ajudam a orientar equipes, informar pares e moldar conversas.
• Levar à liderança: os insights mais relevantes tornam-se material para o conselho e apoiam o enquadramento de riscos e a avaliação de escolhas estratégicas.
Dados de destaque:
• 85% das lideranças estão preocupadas que conteúdos gerados por inteligência artificial dificultem a identificação do que é confiável.
• Mais de um terço afirma sofrer com sobrecarga informacional.
• As lideranças têm probabilidade cinco vezes maior de consultar diretamente um pequeno grupo de publicações confiáveis do que recorrer a ferramentas de inteligência artificial ou plataformas e feeds.
• Precisão, evidências e independência importam dez vezes mais do que velocidade e atualidade como sinais de confiança.
• Quando confiam em uma informação, as lideranças a utilizam principalmente para desafiar suas premissas e reconsiderar suas posições.
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