O estudo European Corporate Governance Barometer 2026, desenvolvido pela European Confederation of Directors Associations (ecoDa), tem o objetivo de identificar tendências de governança corporativa. A edição deste ano destacou, entre outros temas, o aumento da média de idade dos conselhos de administração em um contexto de rápidas transformações econômicas, tecnológicas e geopolíticas.
Segundo os dados levantados, a média de idade dos membros independentes dos conselhos das empresas do STOXX Europe 600 – índice que reúne companhias de 17 países europeus – aumentou de 60,2 anos, em 2018, para 61,9 anos, em 2026. O tempo médio de permanência nos boards europeus também cresceu, alcançando 6,1 anos.
Apesar da tendência de maior longevidade observada, a média de idade dos conselhos europeus permanece inferior à das empresas do S&P 100 – índice do mercado de ações dos Estados Unidos –, que alcança 64,5 anos em 2026, ante 60,2 anos no STOXX Europe 600. Os dados também indicam uma composição etária mais equilibrada na Europa, marcada por menor concentração de membros acima de 70 anos (10,7%, frente a 24,3% nos Estados Unidos) e maior participação de conselheiros com menos de 50 anos (9,4%, ante 3,5% no mercado norte-americano). Nos boards das companhias do S&P 100, por sua vez, 76,3% dos integrantes têm mais de 60 anos, reforçando uma estrutura etária mais concentrada nas faixas superiores.
Neste contexto, o levantamento aponta que o aumento da média etária dos conselhos europeus reflete a busca por ex-CEOs com experiência em cenários complexos e interconectados, sem comprometer a diversidade geracional.