A B3 e o Instituto Locomotiva lançaram a nova edição do estudo Lideranças Plurais, que mapeia a presença de mulheres, pessoas negras e pessoas com deficiência nos espaços de decisão e liderança corporativa. A pesquisa avaliou os Formulários de Referência (FRE) de cerca de 290 companhias abertas com o objetivo de apurar a diversidade reportada e averiguar, no caso de empresas que compõem o IBrX 100, a aderência à Medida ASG 1 do Anexo ASG da B3.
A pesquisa indica um aumento de 77%, registrado no ano anterior, para 83% das companhias com ao menos uma pessoa de grupos sub-representados em conselhos de administração ou diretorias estatutárias. Dentre os grupos analisados, há um predominante avanço da participação feminina. Em 2026, 80% das companhias possuem pelo menos uma mulher ocupando posições nestes espaços decisórios, o maior índice registrado na série histórica.
Embora a diversidade racial nos conselhos e diretorias estatutárias tenha crescido em relação às edições anteriores, apenas 34% das empresas relatam a presença de pelo menos uma pessoa negra nesses órgãos. A representatividade de pessoas com deficiência também avançou, chegando a 6% das companhias em 2026. Apesar do crescimento, essa continua sendo a menor representatividade entre os grupos analisados pela pesquisa.
Também foi observado que 61% das companhias do IBrX 100 já atendem aos critérios da Medida ASG 1, isto é, designam como membro titular do Conselho de Administração ou da Diretoria Estatutária ao menos uma mulher e um integrante pertencente a outro grupo sub-representado. Dentre os casos que ainda não cumprem os requisitos, a maioria afirma atender parcialmente, sendo que 32 companhias já contam com presença feminina e 3 companhias possuem uma pessoa de outro grupo sub-representado nessas posições.
Dessa forma, o estudo amplia a base de informações sobre a representatividade nos espaços decisórios das companhias listadas, contribuindo para o debate de governança, diversidade e transparência no mercado de capitais brasileiro.