Em junho deste ano, o ACI Institute e o Board Leadership Center da KPMG no Brasil lançaram a 11ª edição da publicação “Gerenciamento de Riscos”, que analisa os principais fatores de risco informados pelas companhias abertas brasileiras em seus Formulários de Referência. Com base em dados públicos disponibilizados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o levantamento examinou 276 empresas e classificou 7.092 fatores de risco reportados para o exercício de 2024.
Na comparação com a edição anterior, a pesquisa mostrou que não houve alteração nos cinco fatores de risco mais divulgados. A categoria “Riscos aos Acionistas” permaneceu como a mais frequente nos Formulários de Referência, mencionada por 97% das companhias. Na sequência, aparecem “Riscos Regulatórios”, “Condições Políticas, Econômicas e de Mercado”, “Riscos Financeiros e de Caixa” e “Riscos Operacionais”.
Quando solicitadas a indicar os cinco fatores de risco que consideram mais críticos, as empresas mencionaram com maior frequência os “Riscos Operacionais”. Em seguida, aparecem “Condições Políticas, Econômicas e de Mercado”, “Riscos Regulatórios” e “Riscos Financeiros e de Caixa”, todos indicados por 34% das companhias. Os “Riscos Associados à Execução da Estratégia de Negócios e/ou Plano de Investimentos” completam a lista.
O estudo também destaca os riscos socioambientais, mencionados por 87% das empresas; os riscos de marca e reputação, que passaram de 63% para 76%; e os riscos de cibersegurança, reportados por 74% das organizações. O relatório associa esses resultados ao aumento das pressões regulatórias, institucionais e reputacionais, à rápida evolução tecnológica e à preocupação crescente com segurança da informação, proteção de dados e riscos de terceiros.