Publicada em maio de 2026, a primeira edição da pesquisa Split Decisions: The BCG CEOs and Boards Survey ouviu 625 líderes de empresas com receita anual superior a US$ 100 milhões: 351 CEOs e 274 conselheiros. O estudo identifica cinco pontos de divergência na adoção e na governança da inteligência artificial.
Mais da metade dos CEOs considera que os conselhos precisam distinguir melhor o entusiasmo em torno da IA de suas aplicações reais. Embora 75% dos conselheiros avaliem seu conhecimento sobre a tecnologia como igual ou superior ao de seus pares, 35% dos CEOs afirmam que os conselhos superestimam as capacidades humanas que a IA pode substituir, e quase 40% apontam falta de uma visão informada sobre seus efeitos na estratégia de crescimento.
O ritmo de adoção também divide os grupos: 61% dos CEOs avaliam que os conselhos pressionam por uma transformação acelerada. Quanto à liderança, 47% dos CEOs afirmam conduzir a implementação, enquanto 39% dos conselheiros atribuem essa função ao CEO. Na avaliação de desempenho, os CEOs estimam que 35% estejam vinculadas ao retorno dos investimentos em IA, ante 27% na percepção dos conselhos.
Apesar das diferenças, 79% dos CEOs e 80% dos conselheiros concordam que futuros integrantes dos conselhos devem compreender como a IA pode transformar o setor de atuação da organização.