CEOs e conselhos divergem sobre a condução da inteligência artificial

Pesquisa da BCG identifica pontos de divergência sobre o papel dos conselhos na adoção e nos resultados da IA

  • 01/10/2026
  • Letícia Lacerda Madeira
  • Você sabia?

Publicada em maio de 2026, a primeira edição da pesquisa Split Decisions: The BCG CEOs and Boards Survey ouviu 625 líderes de empresas com receita anual superior a US$ 100 milhões: 351 CEOs e 274 conselheiros. O estudo identifica cinco pontos de divergência na adoção e na governança da inteligência artificial. 

Mais da metade dos CEOs considera que os conselhos precisam distinguir melhor o entusiasmo em torno da IA de suas aplicações reais. Embora 75% dos conselheiros avaliem seu conhecimento sobre a tecnologia como igual ou superior ao de seus pares, 35% dos CEOs afirmam que os conselhos superestimam as capacidades humanas que a IA pode substituir, e quase 40% apontam falta de uma visão informada sobre seus efeitos na estratégia de crescimento. 

O ritmo de adoção também divide os grupos: 61% dos CEOs avaliam que os conselhos pressionam por uma transformação acelerada. Quanto à liderança, 47% dos CEOs afirmam conduzir a implementação, enquanto 39% dos conselheiros atribuem essa função ao CEO. Na avaliação de desempenho, os CEOs estimam que 35% estejam vinculadas ao retorno dos investimentos em IA, ante 27% na percepção dos conselhos. 

Apesar das diferenças, 79% dos CEOs e 80% dos conselheiros concordam que futuros integrantes dos conselhos devem compreender como a IA pode transformar o setor de atuação da organização. 

A pesquisa completa está disponível no site da BCG. 

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