Belo Horizonte foi palco, na última quinta-feira (21), do Conexão IBGC Minas Gerais, realizado no Espaço Unimed. O evento reuniu associados do capítulo e público em geral para discutir um dos pilares considerados inegociáveis para as organizações: a perenidade dos negócios.
A abertura foi conduzida por Luís Gustavo Miranda, coordenador-geral do capítulo MG, que destacou o amadurecimento da regional mineira. Associado ao IBGC desde 2005, ele apresentou a atuação da entidade e antecipou a agenda de 2026, que inclui cursos, fóruns locais e eventos relevantes, como o Congresso IBGC, marcado para os dias 7 e 8 de outubro, em São Paulo.
Debate sobre resiliência abriu o evento
Na sequência, o primeiro painel “Resiliência na prática: como organizações sustentam desempenho em cenários de alta incerteza” reuniu especialistas para discutir temas como carreira, sucessão e cultura organizacional. Alguns destaques do debate estão a seguir:
• Independência financeira, competência objetiva e independência do cartão de visita
“Se a minha identidade como pessoa depender de dizer que sou conselheira de alguma empresa, não conseguirei fazer os pontos e contrapontos dentro da governança. Isso vale para o conselho, para o executivo e para a vida.” — Betânia Tanure, sócia-fundadora e consultora na BTA
• O aprendizado prático é fundamental
“Conceito é importante, mas não se sustenta sozinho. Há armadilhas, principalmente entre as novas gerações, como a ideia de sucesso imediato. Fala-se pouco sobre erros, mas o fracasso faz parte das histórias de sucesso. Uma sucessão bem feita leva de cinco a dez anos.”, — Luisa Tanure, sócia e consultora na BTA
Reinventar para permanecer
O presidente da Unimed BH, Frederico Peret, trouxe a perspectiva de quem lidera uma organização voltada ao cuidado com pessoas no segundo painel da manhã. Segundo ele, um dos grandes desafios atuais está relacionado à integridade e à conformidade, incluindo o compromisso com questões ambientais. “Ter compromissos públicos é essencial. As lideranças precisam sempre se perguntar: por que existimos enquanto negócio?” — Frederico Peret, presidente da Unimed BH
• Importância da cultura para reinvenção do negócio
“Governança não é impeditivo de agilidade. Pelo contrário: quando alinhada a uma cultura sólida, ela se torna uma potência. Suzana Fagundes, diretora executiva jurídica e de relações institucionais da Localiza, contou que na empresa, os pilares são gente, cliente e resultado, sustentados por confiança e ética.
• Modelo de governança das cooperativas
O modelo de governança das cooperativas é diferente e ainda pouco conhecido. O IBGC inclusive lançou uma publicação sobre cooperativas no fim do ano passado para apoiar na compreensão sobre governança” — Francine Polvoa, vice-coordenadora do Capítulo Minas Gerais
• Precisamos escutar
“Podemos ter a melhor tecnologia do mundo, mas, se não fizer sentido para as pessoas, ela não será utilizada. Inovar exige ouvir diferentes perspectivas” — Frederico Peret, presidente executivo da Unimed Federação Minas